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O presidente do Conselho Regional de Estatística da 1ª Região (CONRE-1), Alexandre Lima, participou, nesta semana, das atividades em celebração ao Dia do Estatístico promovidas pela Universidade de Brasília (UnB). O conselheiro integrou a Mesa 2 do evento, que discutiu o tema “O Papel do Estatístico em Eleições e Pesquisas Eleitorais”, reunindo especialistas que atuam em diferentes etapas da produção e utilização de dados eleitorais no Brasil.

A mesa contou também com a participação de Thaís Almeida, coordenadora do Grupo de Trabalho de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e teve mediação do professor Alan Ricardo da Silva, docente da UnB e ex-presidente do CONRE-1. O debate apresentou perspectivas complementares sobre o uso da Estatística no processo eleitoral, abordando desde a produção das pesquisas de intenção de voto até a análise dos resultados oficiais das eleições.

Durante sua exposição, Alexandre Lima destacou o papel dos estatísticos na elaboração e execução de pesquisas eleitorais realizadas em campo. A apresentação abordou aspectos técnicos como a construção de planos amostrais, os desafios operacionais da coleta de dados, os procedimentos de análise estatística e a responsabilidade profissional envolvida na divulgação dos resultados.

O presidente do CONRE-1 também ressaltou a importância da atuação ética e qualificada dos profissionais que trabalham com pesquisas eleitorais, enfatizando a necessidade do registro profissional junto ao Sistema CONRE/CONFE para aqueles que exercem atividades privativas da profissão. Segundo ele, a formação técnica e o cumprimento das normas profissionais são fundamentais para garantir a qualidade e a credibilidade das informações produzidas.

Já Thaís Almeida apresentou a perspectiva do Tribunal Superior Eleitoral sobre os dados oficiais das eleições, abordando temas como apuração dos votos, transparência pública e utilização dos dados abertos disponibilizados pelo TSE para pesquisas, estudos e análises.

Após as apresentações, os participantes debateram questões relacionadas à interpretação dos resultados eleitorais, incluindo situações em que pesquisas de intenção de voto apresentam diferenças em relação ao resultado final das urnas. O momento permitiu esclarecer dúvidas do público sobre metodologias, margens de erro, comportamento do eleitorado e os desafios enfrentados pelos profissionais da área.

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